A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), vem intensificando, nos últimos anos, ações de orientação técnica, licenciamento e indução à requalificação do Centro, dentro do programa “Nosso Centro”, lançado pelo prefeito David Almeida. A estratégia tem como eixo central a recuperação de imóveis abandonados ou sem uso, respeitando seu valor histórico, arquitetônico e cultural, ao mesmo tempo em que cria condições para novos usos e para a reativação econômica da região.
Os resultados já começam a aparecer. Em 2025, dez imóveis deixaram oficialmente a lista de edificações abandonadas após passarem por processos de licenciamento e início de obras de reforma ou reabilitação. Outros seis seguem com processos de licenciamento em andamento junto à Gerência de Patrimônio Histórico (GPH), sinalizando um movimento concreto de retomada das propriedades, que são particulares. Com isso, o número de imóveis classificados como abandonados no Centro foi reduzido de 177 para 167, demonstrando uma evolução gradual e consistente.
Recuperação
“Cabe aos proprietários a responsabilidade direta pela recuperação, manutenção e uso das edificações. Ao poder público, por sua vez, compete orientar, normatizar, licenciar e fiscalizar, criando um ambiente técnico e jurídico que favoreça a recuperação do patrimônio sem inviabilizar iniciativas privadas”, explicou a arquiteta Landa Bernardo, gerente do GPH. A lógica adotada é a da cooperação, preservando a memória construída e, ao mesmo tempo, permitindo que esses prédios voltem a cumprir função social e urbana.
O programa “Nosso Centro” criou o cenário e ambiente para obras estruturantes e espaços públicos de qualidade, como o mirante Lúcia Almeida, o largo de São Vicente e o casarão Thiago de Mello, entre a avenida 7 de Setembro e a rua Bernardo Ramos. Esses projetos ajudam a reconectar a população com o Centro e a reforçar a importância da preservação como ativo urbano, cultural e turístico.
O monitoramento dos imóveis no centro histórico é um trabalho permanente da GPH, de acompanhamento das unidades e atualização dos cadastros para saber as condições em que elas se encontram. A finalidade do monitoramento é saber como os imóveis estão sendo usados, se têm alguma degradação, se estão abandonados ou ainda continuam com o mesmo uso.
“A população pode ajudar dando informações especialmente sobre imóveis no centro antigo que estão abandonados ou em degradação, ou sendo alvo de vandalismo e depredação, ligando para o 3625-6577, do GPH”, explicou Landa.








