Há quem diga que a Copa do Mundo da FIFA 2026™ é a “Copa dos protagonistas”. O bom futebol é muitas vezes construído por jogadores pouco midiáticos, mas também existem momentos nos quais os grandes personagens são chamados ao centro do palco. Com quatro campeãs mundiais nas semifinais, que coincidentemente formam o atual top 4 do Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola, o torneio chega à sua reta decisiva sob expectativa de que alguns de seus principais astros façam a diferença.

A França de Kylian Mbappé e Ousmane Dembélé enfrentará a Espanha de Lamine Yamal e Rodri na terça-feira, 14 de julho, no Estádio de Dallas. No dia seguinte, a Inglaterra de Harry Kane e Jude Bellingham medirá forças contra a Argentina de Julián Álvarez e Lionel Messi no Estádio de Atlanta. Por que essas estrelas geram tanta expectativa?
Argentina: Messi e Álvarez

Lionel Messi conhece quase todos os sentimentos que uma Copa do Mundo pode proporcionar, mas ainda consegue encontrar experiências inéditas. Aos 39 anos, o capitão argentino enfrentará a Inglaterra pela primeira vez.
“Será um jogo especial porque eu nunca joguei contra a Inglaterra e também por ser uma seleção grande, uma potência, e é sempre lindo jogar contra times assim. Um jogo como esse já é grande, ainda mais em uma semifinal de Copa do Mundo”, disse o astro.
Ao lado dele, Julián Álvarez parece crescer na hora certa. Herói argentino nas quartas de final com um golaço diante da Suíça, o atacante não esconde a emoção e a esperança de alcançar sua melhor versão justamente quando a margem para erros desaparece.
“Foi importante fazer aquele gol. Tenho evoluído ao longo do Mundial e espero ser ainda melhor na semifinal. O importante é que o time vença, mas como atacante quero ajudar com gols. Eu fico emocionado. Imagino como deve ter sido na Argentina”, afirmou Julián.
Inglaterra: Kane e Bellingham

Assim como a adversária Argentina, a Inglaterra também vem de uma sequência de jogos difíceis, com pressão até o fim – aí entra a importância de jogadores que sabem transformá-la em combustível. Agora, Harry Kane sabe que falta uma conquista mundial para transformar as boas campanhas inglesas em um legado definitivo.
“Estamos vivendo uma fase bem-sucedida da seleção e queremos subir um degrau a mais. O título é a peça que falta. Estamos juntos há seis semanas e mostramos muita vontade de conquistar o troféu”, declarou o camisa 9.
Kane não carrega esse peso sozinho, já que Jude Bellingham tem sido decisivo no caminho até a semifinal: “Isso aqui provavelmente está além dos meus sonhos de infância. Eu era um garoto confiante, mas não é sempre que você sonha em decidir jogos como esse. É bom ter um impacto, mas o esforço de todos os jogadores me deixa orgulhoso.”
França: Mbappé e Dembélé
Para muitos, a França é o time a ser batido nesta Copa, mas Kylian Mbappé recusa qualquer sensação de dever cumprido. O capitão francês acredita que a reputação de uma equipe dominante precisa ser confirmada até o último jogo.
“Não sei se eu chamaria isso de uma ‘missão’, mas todos nós temos consciência de que só podemos relaxar se ganharmos. Antes disso, não podemos baixar a guarda. Ainda temos muito a provar se quisermos que nos reconheçam como um ‘time invencível’.”
O tom de Ousmane Dembélé é um pouco mais brando. Assim como Mbappé, ele chega à terceira semifinal de Copa do Mundo da carreira sentindo que sua evolução acompanha o avanço da França, embora coloque o coletivo acima do próprio protagonismo.
“Estou muito feliz. Eu me sinto bem nessa posição que exerço na seleção e no Paris Saint-Germain. Estou ficando mais forte ao longo da competição, mas o time vem antes de tudo”, declarou o jogador.
Espanha: Yamal e Rodri

No confronto europeu com a França, a Espanha deposita parte de sua esperança no talento de Lamine Yamal. Em busca de uma atuação que traduza plenamente sua capacidade neste Mundial, o jovem atacante não demonstra receio diante do tamanho do adversário.
“Desde que começou o Mundial, muita gente esperava por esse jogo. Para mim, são as duas melhores seleções nessa Copa do Mundo. Mas não temos medo: se alguém pode vencer a França, somos nós”, declarou o jovem.
Se Yamal representa a possibilidade do imprevisível, Rodri oferece controle. O meio-campista é o jogador com mais passes certos da competição até agora e dá ordem ao futebol espanhol, sobretudo quando a tensão ameaça acelerar as decisões.
“A França será provavelmente o nosso maior teste. Temos muita motivação e vontade para ganhar a partida. Precisamos potencializar nossas virtudes: a França é um grande time, mas a Espanha também”, comentou Rodri.








